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07 abril 2017

Viajei no chá

Sempre que estou fazendo algum trabalho eu acabo mergulhando num mundo imaginário. Minha cabeça viaja. Ás vezes lembro da situação em que comprei o material, de onde me inspirei, as possibilidades de trabalho. Daí começo a pensar sobre quem vai recebê-lo, como vai usá-lo, na expressão da pessoa quando abrir o pacote. Alguns eu vou mais além. Disperso do que estava pensando pra entrar no Google e tentar descobrir como ele foi criado. 


No caso dessa peça eu viajei no chá. Eu amo tomar chá. Tomamos muito aqui em casa. De vários tipos, para várias finalidades. E aí me ocorreu...Quem foi a pessoa que descobriu os benefícios? Quem teve a ideia de esquentar água e jogar uma plantinha dentro, tomou e gostou do que provou?



                           

Então vai lá! Esquenta uma água, separa seu sachê e leia esse resuminho do que descobri.



A história do chá remonta a época um tempo de 5000 anos atrás. Na China, o governo do Imperador Sheng Nong instituiu uma lei que obrigava o povo a sempre ferver a água antes de beber. Ele, que era considerado um cientista, tentava conter uma doença epidêmica durante o seu reinado.

Um dia, enquanto descansava embaixo de uma árvore, uma folha caiu sobre uma xícara de água que ele deixou para esfriar. Percebeu que a água ganhou um tom castanho. Resolveu bebê-la. Sentiu um aroma refrescante. E partir de então, o chá passou a ser muito consumido por séculos pela população oriental e templos budistas.



Curiosamente, muita gente associa a tradição de beber chá aos britânicos. Mas essa bebida entrou na Europa só em 1560, pelos holandeses, que fizeram a primeira importação da China, e posteriormente, os portugueses que passaram a consumi-la. Ele apenas chega à Inglaterra quase cem anos depois, em 1652, pela portuguesa, Catarina de Bragança, filha do Rei D. João IV. A primeira encomenda de chá da Inglaterra foi em 1664.


Adoro um pouquinho de cultura inútil! Esperam que vocês também. ;)

27 setembro 2016

Por que fecho da vovó?

Quando eu pensei em fazer carteiras e portas moedas com fechos de metal tive uma certa dificuldade de descobrir onde comprá-los. Minhas buscas pela internet sempre me levavam a diversos tipos de fechos e não as bolinhas que se abrem com um simples gesto de dedos. Foi uma vendedora de uma loja na região da  25 de março que me contou que essas peças são popularmente conhecidas como fecho da vovó. A partir daí minhas compras têm sido bem mais fáceis. Encontrei diversos modelos e pedrarias que decoram esse artefato capaz de deixar um simples porta moedas numa bolsinha de mão chique e sofisticada. Mas eu ainda tinha uma dúvida: por que fecho da vovó? quão antigo é esse fecho? será que minha avó também o chamava assim? 

Eu não sei o que seria de mim e minha curiosidade sem a internet. Entrando em um link, que me levou a outro e a outro descobri que em Amsterdã há o maior museu de malas e carteiras do mundo, o Tassen Museum Hendrikje Museum of Bags and Pourses. É único na Europa e possui um acervo de mais de 5 mil sacos, bolsas, malas e acessórios que, por meio da moda, remontam a história para contar as evoluções sociais e estilos artísticos do final da Idade Médias aos dias atuais. 

Se assim como eu você também tem curiosidade em saber como as pessoas foram acomodando seus pertences ao longo dos séculos e como as artes e os costumes influenciaram nessas transformações, visitá-lo deve ser um passeio bem interessante. Além disso ele fica situado num belo edifício do século 17, numa região de canais declarados Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

Enfim, não consegui saber com exatidão quando esse tipo de fecho foi criado. Mas lendo os textos do site do museu e analisando as fotos de algumas peças do acervo, o mais parecido com o que temos hoje surgiu no século 19. Ou seja, provavelmente nossas avós também já o consideravam "retrô".

Toda essa história veio à tona hoje porque enviei esses porta moedas (foto abaixo) para uma cidade chamada Riachuelo, no Rio de Janeiro. Pois é. Tem coisas que não saem de moda.



13 outubro 2015

Sobre minha mãe e suas mantinhas

Minha mãe sempre foi minha principal fonte de aprendizado e incentivo aos trabalhos manuais. Mesmo com a facilidade de encontrar vídeos e tutoriais, foi com ela que adquiri a base para entender as técnicas e possibilidades dos materiais que eu tenho. Não eram raras as vezes em que ela aparecia em casa com materiais diferentes e técnicas novas. Quando eu fiquei grávida, não foi diferente. O Arthur ia nascer no verão, por isso seria bem vinda uma mantinha fresquinha e, claro, cheia de charme.

Hoje D. Elza está com 72 primaveras. Não só uma fonte de renda, o artesanato pra ela também cumpre a função de exercício cerebral. Ela anda meio esquecidinha. Depois de alguns exames, o médico recomendou que ela procurasse algumas atividades. Uma pesquisa feita na Universidade da Califórnia, mostrou que as atividades cognitivas são a melhor maneira de exercitar o cérebro e preservar memória. E uma outra feita na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo apontou que idosos que realizam tarefas simples como corte, costura, tricô, trabalhos em madeira e colagem são sete vezes menos propícios a apresentarem demência do que os que não costumam realizar atividade alguma. Não tem problema se nenhum dos seus avós (ou você, se pensarmos no futuro) curte trabalhos manuais. Ler, escrever, jogar e pintar também valem como atividade. Minha mãe adora um caça palavras e também foi super recomendado.

Mas voltando...durante minha gravidez ela me mostrou uma manta para bebê que estava fazendo com saco de algodão e lã, entrelaçados com muita paciência e atenção. O algodão precisa estar milimetricamente desfiado e o percurso da lã no tecido tem que ser certeiro para que surja o desenho esperado no final. E isso exige concentração, boa visão e muita memória. Só sei que com a técnica de uma estampa, ela passou a criar outras. Sucesso absoluto!

No fim das contas o Arthur ganhou duas: a azul e a vermelha. Na vermelha eu fiz um acabamento com viés de cetim. Usei como saída de maternidade e até hoje levo quando quero uma mantinha leve.

Já faz dois anos que minha mãe continua fazendo suas mantinhas. Algumas são encomendas e outras doação para a irmandade da igreja. Se você gostou, quiser uma ou mais fotos, pode entrar em contato comigo que eu faço a ponte. Sem pedágio, ok?! (pedidos@fabicassim.com.br)

06 setembro 2015

Você conhece o boneco Naninha?

Eu tenho uma dificuldade absurda para escolher presentes. Quando é para crianças então a coisa duplica. Nunca sei o que comprar. Será que vai gostar? E se já tiver esse brinquedo? Os pais vão aprovar? São tantas dúvidas que em 90% das vezes eu me arrependo e fico com aquela sensação de que deveria ter comprado "aquele outro". Agora que eu tenho filho os convites para festas infantis aumentaram e minhas dúvidas também.

Quando o Arthur ainda era bebê minha sogra deu para ele uma naninha, um boneco fofinho com uma almofada dentro. Ele sempre esteve presente no bercinho dele, mas como dormia no peito e eu o amamentei até poucos meses atrás, acabou ficando um pouco de lado. 

Com o desmame e a mudança do berço para a caminha, o Menino, como o Arthur o chama, passou a ganhar mais atenção e um cantinho na hora de dormir. Foi aí que eu entendi a importância da naninha como objeto de transição. Além de lhe causar uma sensação de conforto, o boneco lhe passa uma segurança quando eu ou o pai estamos ausentes. Ele conversa, aperta e abraça o Menino como se fosse um amigo real. Até nas brincadeiras de carrinho ele está presente.

A partir daí eu tive a ideia de fazer esse aí da foto abaixo para presentear uma amiguinha de escola que fazia aniversário e que certa vez a mãe havia comentado que ela estava com dificuldade para dormir sozinha no quarto.



Outro dia a mãe dela me contou que geralmente ela dorme com ele ou o escolhe para levar na escola no dia do brinquedo. Nem preciso dizer o quanto fiquei feliz com o acerto. Assim, resolvi fazer mais para colocar na aqui loja e a resposta tem sido muito bacana.






25 abril 2015

Pode fazer um monte! Não tem açúcar!

Eu ainda gosto de usar minhas revistas de artesanato para pegar algumas inspirações, pesquisar alguma coisa de vez em quando. Mas o Pinterest... pra mim é hoje a melhor fonte de inspiração. Eu simplesmente amo essa rede social. E entre muitos achados de hoje, a imagem de um donut ganhou em fofura. Fácil de fazer e o resultado é lindo. Eu já o imagino decorando uma mesa de chá, uma festinha infantil... (com alguns de verdade para não sacanear a criançada, por favor!) ou  em casa mesmo, na cozinha como imã de geladeira, lembrança de um chá de cozinha. :)

02 fevereiro 2015

Que comecem os trabalhos!


Depois de merecidos dias de férias, estou de volta! Reabro hoje minha loja depois de quase um mês
Bem, na verdade eu nunca fui. Precisei fechar a loja por uns dias para dar conta de entregar todas as encomendas, fazer uns trabalhinhos particulares e conseguir tirar uns dias de folga com a família.esse período de falso ócio ainda fiz alguns produtos novos para a loja. Adoro isso tudo! Personalizar objetos ou cantos da casa faz parte da identificação como lar.

15 dezembro 2014

Férias


Além da qualidade dos meus produtos, tenho uma grande preocupação com os prazos de entrega. Não adianta eu aceitar pedidos, se tenho dúvidas se conseguirei honrar com minha promessa.


Como não há uma ferramenta que bloqueie somente os produtos feitos por encomenda, para não correr o risco de que entre algum pedido, tive que colocar minha loja em período de férias. Devo reabri-la somente no final de janeiro.



12 novembro 2014

Bazar de Natal 2014

Oba!
Consegui uma das últimas vagas para participar de um bazar de Natal super tradicional aqui na zona norte de São Paulo.
Quem quiser conhecer meus produtos de pertinho, essa é a oportunidade.

Acompanhe pelo facebook ou instagram as novidades que vou levar para lá.



27 setembro 2014

Novidades!

Em outubro tem bazar nos sábados 11 e 25.

11/10 - PÇA. DA ÁRVORE

das 12h00 às 19h00, na Associação Shimane Kenjin do Brasil. Rua das Rosas, no 86 (260m do metrô Pça. da Árvore)


25/10 - FARIA LIMA


das 12h00 às 18h00, no Sr. Balthazar Lounge & Bar. Rua Baltazar Carrasco, no 187 – Pinheiros (240m do metrô Faria Lima)

Acompanhe pela fan page as surpresas que vão rolar por lá. 

Espero você!


15 agosto 2014

Chega de bolo de fraldas!

Quem já se cansou de ver aquele bolo de fraldas decorando todo chá de bebê levanta a mão! \o/
Pois é, fuçando aqui na internet encontrei uma ideia muito mais original e que pode ser usada para festejar tanto a chegada de meninos como de meninas.

Olha que graça esse triciclo!


Para fazê-lo você vai precisar de:
  • aproximadamente 60 fraldas
  • fitas de cetim 
  • 2 babadores
  • 1 par de meias
  • 2 rolinhos de tecido
  • 1 mamadeira.
Em uma forma  redonda, disponha as fraldas uma atrás da outra de modo que formem. Para cada roda você vai precisar de cerca de 20 fraldas. Prenda com um elástico de borracha e cubra-o com a fita de cetim. Você pode fazer prender as fitas com alfinetes de segurança e escondê-los na parte de baixo das rodas.  Faça isso três vezes.


Amarre a roda dianteira às outras com um cordão. Passe um outro cordão no rolinho de tecido e atravesse ele entre as duas rodas de trás, de modo que as pontas amarrem no centro da roda da frente.


Passe o outro rolinho de tecido no centro da roda dianteira, acomode o babador em cima dela, encaixe a mamadeira e amarre o tecido em cima da mamadeira. Feche o outro babador entre eles. Separe as pontas do tecido e coloque um pezinho de meia em cada uma para formar o guidão. 


Para finalizar, faça um lacinho bem cheio. Pronto! Seu chá de bebê fará o maior sucesso. 



Você também pode fazê-lo para dar de presente à futura mamãe. 
E se quiser, pode trocar os rolinhos de tecido por cueiros.

Fonte: http://www.maidendshade.com/2012/01/tricycle-diaper-cake-tutorial.html


27 março 2014

Bancando a tapeceira

Eu poderia dar mil desculpas por ter ficado tanto tempo sem postar. Posso culpar a correria das festas de  fim de ano, as encomendas de Natal, os cuidados com o Arthur, os preparativos da festa de aniversario dele, os pedidos grandes que entraram em janeiro, a reforma que fizemos em casa. Mas a real é que diante de todas essas tarefas, não priorizei o blog. Não consegui sentar para escrever. Minhas sinceras desculpas a quem entrou aqui varias vezes e não viu nada de diferente.

Enfim, em meio a correria, fiz uma peraltice aqui em casa com duas poltronas da sala. Elas já estavam com o estofamento bem gasto. Soltavam  pedaços do tecido quando sentava nelas.
Tambem não é por menos. Como praticamente 80% dos móveis aqui de casa,  as duas já possuiam uma historia de vida antes de vir pra cá. Compramos de um casal que foi morar fora do Brasil há quase quatro anos, e as repassou por um preço camarada.

Com a grana curta para mandar reformar, à principio pensei em fazer uma capa. Mas quando vi que conseguia costurar e pregar o tecido na madeira, resolvi me arriscar e fazer o trabalho completo.
Escolhi o tecido com base em dois quesitos: resistência e facilidade de limpeza. Com uma criança e dois cachorros são qualidades super importantes! Pesquisando na net descobri o Aquablock, da Karsten. Há um catálogo enorme cheio de opções de cores e estampas no site da marca. Encontrá-lo também foi fácil. Nas imediações da 25 de março, descendo a ladeira porto geral, primeira direita e próxima esquerda, você encontra algumas lojas de tecidos para decoração, acessórios de cortina, estofados e tapetes.

Quando desmontei a primeira poltrona percebi que uma espuma fina, de 1cm, era colada e costurada ao tecido. A busca pela espuma me fez conhecer mais uma região segmentada de São Paulo. Na Av. Rangel Pestana e redondezas você encontra diversos tipos de espumas. De estofamento a isolamento acústico.  Além de inúmeras opções de tecidos, inclusive couro, e placas de E.V.A. Fica razoavelmente perto da região da 25 de março e é paralela a Rua do Gasômetro,  conhecida por ter inúmeras lojas voltadas á marcenaria.


Usei cola de contato (ou cola de sapateiro) para unir tecido e espumas e muita força para esticar e grampear o tecido na madeira. Paguei R$ 25 no grampeador em uma loja da Rua Florêncio de Abreu, paralela à 25 de março. O resultado final foi esse. 


As poltronas não ficaram com a mesma qualidade e acabamento do que se fossem feitas por um tapeceiro profissional, mas boas o suficiente para acolher e decorar a sala. 


22 julho 2013

O papel é de parede, mas você pode usá-lo onde e como quiser

Quem nunca teve vontade de mudar o visual das paredes da casa, mas desistiu assim que lembrou da sujeira e do trabalho que dá lidar com tintas. Sem falar do cheiro que algumas deixam no ambiente por um bom tempo. Para quem tem bronquite e um bebê em casa, como é o meu caso,  tem que querer muito.

Ainda bem que hoje existem alternativas bem mais fáceis, limpas e baratas pra isso. Além do tecido adesivo (que merece um post só ele, deixarei para outro dia) o papel de parede tem se destacado por sua versatilidade.

Não importa o ambiente: quarto, sala, cozinha, banheiro, escritório, ele dá um toque todo especial. Basta combiná-lo com os móveis e os com outros objetos de decoração. As opções são inúmeras. Há milhares de cores e estampas para alegrar todos os gostos e bolsos.





O papel de parede surgiu como um elemento decorativo na China, há 200 anos antes de Cristo. Era feito com papel de arroz, todo branco, sem qualquer detalhe. Quando passou a ser produzido com pergaminho vegetal ganhou cores e motivos que a princípio eram pintados à mão por artesãos e posteriormente passaram a ser feitos com carimbos de madeira.

Graças a modernização da indústria brasileira e a redução dos custos, em 1960 o papel tornou-se um revestimento de paredes popular. Até então, só era possível importando-o da Europa. O auge nas decorações aconteceu nas décadas de 70 e 80.

Por ser um revestimento de fácil aplicação e longa durabilidade, o papel de parede voltou com tudo nos projetos de decoração.
 
A variedade de estampas é imensa, inclusive para os saudosistas. Quem estiver afim de dar um toque retrô ao ambiente, existe uma loja virtual especializada em motivos dos anos 70.
 
A tecnologia também marca presença. O renomado designer de luminárias, o alemão Ingo Maurer desenvolveu um papel de parede todo iluminado. Isso porque ele tem lâmpadas LED incorporadas à sua malha que acendem quando acionadas.


 
 Se você tem pouco espaço e não abre mão da organização, a dica é o papel de parede Pocket Wall, criado pela designer polonesa Maja Ganszyniec. Produzido com um material sintético, ele possui bolsos (isso mesmo que você leu, BOLSOS) de diversos tamanhos para guardar seus apetrechos. Pra que prateleiras ou gavetas, minha gente?!


Até as crianças têm um papel de parede desenvolvido especialmente para elas. A Burgeplex lançou uma linha de papéis em preto e branco prontinhos para serem coloridos. Agora sim, a molecadinha vai poder pintar a parede a vontade.

 

Aqui em casa, eles também marcam presença. Como já disse aqui, o quarto do Arthur foi composto por móveis usados. Para forrar as gavetas da cômoda e as prateleiras que criamos no guarda-roupa, usei papel de parede. Ficou perfeito! Além de cobrir algumas imperfeições, facilitou a limpeza e deu um charme a mais na parte interna dos móveis.  

Na época, como eu também estava bem insatisfeita com as paredes dos degraus da escada, aproveitei o frete e comprei um outro rolo. Para não errar na combinação optei por cores suaves e de estampa simples. 


Graças ao papel, as paredes podem ter bolsos, luzes, brincadeiras e não só ouvidos. Com um pouco de paciência e cuidado para não criar bolhas, você mesmo pode aplicá-lo. A prova disso é que eu fiz tudo isso sozinha e com uma barriga enorme de 8 meses de gestação. Viu como não tem desculpa para mudar o visual da sua casa?

Fontes:
www.tecmundo.com.br
www.wikipedia.com
www.majagan.com
www.burgerplex.com

16 junho 2013

Domingo no Parque

Olha eu aqui de volta!!! Na última vez que estive por aqui esperava ansiosamente pelo nascimento do meu filho. Pois bem, ele nasceu no mesmo dia do post e tem me dado muita inspiração e alegria. Até me ajudar em feirinha de artesanato ele já foi.

No último domingo, dia 9 de junho, tive a oportunidade de participar do “CIRCUITO ECO FEIRAS NOS PARQUES URBANOS” que aconteceu no Parque da Água Branca. Dos 40 estandes que compunham o circuito, metade estavam destinados à exposição e venda de produtos provenientes da reciclagem de PET, papel, vidro, metal e plástico. E os outros 20 aos artesão da SUTACO,(já falei dela aqui) que trabalham com resíduos têxteis, industriais, fibras naturais e sementes.

Foi uma experiência incrível. Levei minhas peças de madeiras revestidas com cascas de ovos e  retalhos que sobram das costuras.
 

Além das vendas, pude conhecer o trabalho de artistas incríveis, como as jóias de boutique da designer Mel Chung que confecciona suas peças com resíduos de latinha, cápsulas de café e fios. Os resultados são esses aí da foto. Lindas não?! Toda orgulhosa, e com toda a razão, Mel conta que suas peças estão em Paris e fizeram parte do figurino da novela Avenida Brasil.


Também havia outras riquezas como os acessórios produzidos com resíduos plásticos (como xampu, katchup, mostarda...) e têxteis da Vera Valim. 

 
E as bolsas e acessórios confeccionados a partir de jornais e revistas do Grupo Encantos da Cantareira.
 
 
Também havia produtos indígenas, de fibras naturais, palha, lã, retalhos de tecido, sementes e papel reciclado.
  
 
Enfim, eram muitos trabalhos bacanas, mas, como o parque estava bem movimentado e a  feirinha bombando, não consegui me ausentar por muito tempo da minha tendinha e circular com calma como gostaria.
 
Se você tem cadastro na SUTACO fique atento ao cronograma e às datas de inscrição. Feiras como essa acontecerão em parceria com associações e cooperativas de catadores do Estado, em diversos parques da Grande São Paulo, um domingo por mês, até novembro de 2013.


Data
Parque
Endereço
Inscrição
14/07
Belém
Av. Celso Garcia, 2593 -Belém
de 10 a 17/06
11/08
Juventude
Av. Zaki Narchi, 1309 – Santana
de 15 a 22/07
15/09
Guarapiranga
Estrada do Rivieira, 3286 – Estrada da Rivieira Paulista
de 12 a 19/08
13/10
Gabriel Chucre
Av. Francisco Pignatari, 505 – Vila Caldas – Carapicuíba
de 09 a 16/09
10/11
Monsenhor Emílio José Salim
Portaria I – Rodovia Heitor Penteado, km 3,5 -Jardim Palmeiras – Campinas
de 07 a 14/10


 

Por ser um local de grande circulação, minha experiência foi bem positiva. Recomendo!!!

05 março 2013

Tudo para o meu pequeno reizinho

Nos últimos meses estive totalmente dedicada a fazer todo o enxoval, decoração e melhorias no quarto do meu bebê. Resolvi tirar um tempinho pra mim. Além de poder fazer do nosso jeitinho, está sendo um momento muito gostoso de dedicação e carinho ao meu filhote.

Praticamente tudo o que tem no quarto dele fomos nós (eu e o Pablo) que customizamos, inclusive os móveis. O guarda-roupa, a cômoda, a bicama e o berço são usados, de madeira maciça, alguns das décadas de 60/70. Pechinchei tudo nos sites Mercado Livre e Bom Negócio.Tentamos lixar e pintar, mas como nossa experiência estava sendo desastrosa, resolvemos repassar o trabalho a um especialista. Mesmo assim, economizamos uma grana boa usada para comprar outras necessidades. Enfim, troquei maçanetas, pintei elas de amarelo e o resultado foi esse aqui da foto:

 
Dá pra perceber que os Beatles e o desenho Submarino Amarelo foram minha inspiração? Aqui em casa curtimos muito rock clássico e Beatles....bem, nem preciso dizer o quanto são icônicos. Além disso o desenho é bem colorido, tem como cores principais o azul e o amarelo e era isso que eu buscava para o quarto dele.

Enfim, o Arthur chega hoje. Para ser mais exata daqui a pouquinho. Já  estão prontos a bolsa, o enfeite de porta para a maternidade, as lembrancinhas, a almofada de amamentação, lençóis, toalhas e um porta fraldas com o submarino amarelo pintado à mão.

 

Prometo fazer novas fotos com o dono disso tudo posando de modelo. :)
Até mais!

29 outubro 2012

Crafters em ação!

A matéria abaixo foi publicada no jornal Valor Econômico de hoje e conta como o artesanato tem crescido e se tornado mais um importante braço da economia criativa, que surgiu com o aumento do empreendedorismo no Brasil.  Eu já havia dito aqui que, embora ainda seja uma pequena contribuição, o artesanato atualmente corresponde a 3% do PIB. Com tantas pessoas buscando produtos personalizados e feitos com o capricho que só o artesanato proporciona, tenho certeza que a tendência é aumentar cada vez mais.
 
Seja artesã ou crafter, não importa a nomenclatura que estão dando agora. Fico feliz em fazer parte dessa turminha e trabalhar com o que mais amo desde a infância.

 Abaixo, segue a matéria para quem quiser conferir.

"Crafter", o artesão do século XXI


Silvia Costanti/Valor
Carlos Curioni, da Elo 7: 'O artesanato está atrelado à economia criativa. Queremos fomentar a formação dos artesãos'

Artesã há sete anos, a mineira Luciana Cottini montou seu atelier em uma estação de trem do século XX em São Lourenço (MG), cidade onde mora. Pela manhã ela atende os clientes por e-mail, despacha encomendas, resolve pendências burocráticas. A partir do meio-dia, "pilota" o tear herdado da mãe. Ainda tem tempo para fazer cursos on-line de finanças, administração e marketing. Ela vende seus produtos em um site especializado em artesanato, onde publica fotos bem feitas das peças de sua marca, batizada de Lucotinha. Formada em design e publicidade, Luciana é uma perfeita representante da geração "crafter", nome dado aos artesãos do século XXI. "Com o aumento das vendas, senti necessidade de me organizar melhor, me profissionalizar. Somos três pessoas fazendo as peças, eu gerencio a marca e não deixo nenhum e-mail sem resposta", conta.

Produtos feitos à mão com qualidade, boa apresentação e atendimento eficiente são requisitos fundamentais para entrar nesse "clubinho". A era do artesanato 2.0 foi inaugurada graças à internet. "A web é a grande aliada. Esse movimento aconteceu há cerca de cinco anos e caminha junto a um resgate do trabalho manual e à vontade das pessoas de terem seu próprio negócio. Os artesãos passaram a trocar informações em comunidades e, com o aumento da demanda, estão se profissionalizando cada vez mais. Querem saber como fotografar o produto e ter informações sobre gestão de marcas", conta Andrea Onishi, publicitária, fundadora do site Super Ziper, que dissemina a cultura "crafter" pelo país.

A reinvenção do artesanato acabou influenciando uma cadeia de negócios. Em março de 2008 foi lançado o Elo 7, e-commerce que reúne artesãos do Brasil todo. São 85 mil criadores cadastrados, 7,6 milhões de visitas por mês e 60 milhões de pageviews. No shopping virtual, cada vendedor tem sua "loja". Por esse espaço cobra-se uma anuidade, mas, em contrapartida, a empresa se responsabiliza pelo processo de pagamento e pela infra-estrutura tecnológica. "O artesanato está atrelado à economia criativa. Queremos fomentar a formação dos artesãos. Para isso disponibilizamos informações e cursos para que eles se preparem para as vendas", afirma Carlos Curioni, CEO da Elo 7, que cresceu 140 % em vendas em 2011 e comprou, em julho, o e-commerce de artesanato argentino Bixti.

Outro e-commerce destinado a esse filão de criadores é o Airu, do grupo Rocket. Com 10 mil lojas e 110 mil produtos, o site não se limita à venda de peças feitas à mão. A bijutorias, artigos de design, mas um espaço dedicado apenas ao artesanato. "O artesão é um empreendedor que precisa de apoio e esse é o nosso objetivo. Fazemos uma curadoria e damos destaques para os produtos melhor apresentados", afirma Jacques Weltman, fundador do Airu.

Esse novo mundo conectado de agulhas e linhas mexeu com empresas estabelecidas no setor. A Singer, que há 160 anos vende máquinas de costuras profissionais e industriais, reformulou esse ano sua estratégia de marketing digital para se aproximar mais dos internautas. "Criamos o blog 'Minha Singer', uma comunidade de ideias na internet, com dicas, passo a passo, vídeos para pessoas apaixonadas por costura. Também marcamos presença nas redes sociais. Nossa página no Facebook entrou no ar esse ano e já alcançou mais de 30 mil fãs", afirma Fabio Massaru Narahara, gerente de marketing da Singer para a América Latina, que espera crescer 20% em vendes esse ano. Segundo Narahara a empresa aumentou também a presença em feiras do setor. "Nossa participação é 30% maior do que o ano passado".

Uma das reclamações mais frequentes dos "crafters" é a dificuldade de comprar aviamentos diversificados, principalmente longe dos grandes centros. Mas o "boom" do handmade mudou também esse cenário. Hoje é possível comprar de dedal a tecidos pela internet. "A indústria se aperfeiçoou. A qualidade dos suprimentos melhorou", atesta Andrea, da Super Ziper.

A distância entre criadores e vendedores de matéria-prima diminuiu para um "enter". A Clickfios é o filho digital da Artfios, tradicional armarinho de São José dos Campos, interior de São Paulo, inaugurado há 21 anos. Os irmãos Renato, Cristiano e Adriano Nunes, filhos do casal fundador, começaram a pensar em um e-commerce da Clickfios ao perceber o interesse das pessoas de outros estados pelos produtos da loja no site institucional da empresa. Durante seis meses eles desenvolveram a plataforma digital, catalogaram 8 mil produtos, estudaram sobre e-commerce até lançar o armarinho virtual em 2008. E ficaram surpresos com o resultado: são comercializados cerca de 2,3 mil itens por mês e 17 mil clientes já estão cadastrados. "Não acreditei quando enviei botões para Manaus. Vendo também muitas máquinas de costura pelo site. Hoje o e-commerce representa 19% do faturamento e é uma prioridade", conta Renato Nunes.

24 setembro 2012

Santo de casa não faz milagres?


Desde que mergulhei de cabeça no artesanato, ao longo desses últimos dois anos, muitos dos meus trabalhos estão voltados a atender futuras mamães que procuram lembrancinhas e enfeites para celebrar a chegada de seus bebês. Algumas chegam até mim com projetos formados, decididas do que querem. Outras têm apenas ideias e deixam que toda a criação fique por minha conta.
 
Enfim, agora chegou a minha vez! Estou grávida de 15 semanas e não faço a menor ideia de decoração, enfeites, lembrancinhas... nada. Me sinto perdidinha.
 
Eu até poderia não inventar moda e aproveitar o que já criei. Mas, poxa, é o meu bebê. Por que não fazer algo especialmente para ele ou ela.
 
Nas próximas semanas devo ter certeza sobre o sexo. Espero que com essa definição as ideias venham mais fácilmente.

 

16 julho 2012

Dica da semana: Dê um visual novo àquele que te suporta

Sabe aquele sapato ou tênis que você enjoou ou que de tão confortável que é você adora e já está surrado de tanto usar? Pois é, entre minhas "andanças" pela internet descobri algumas técnicas simples para renovar o visual dele sem gastar muito ou nada.

Nesse aqui o sapato foi forrado com tecido e cola. O vídeo mostra o PAP completo. Mais fácil que isso impossível. Já tenho em mente uma sapatilha minha super gostosinha de calçar, mas que está toda gasta nas pontas para tentar essa técnica.



Já esse aqui é bem mais descolado. O tênis foi todo revestido com recortes de papel e revistas. O tema usado eu, particularmente, adorei: BEATLES! Aqui é usado cola acrílica (comprada em casas de material de construção, a branca, de PVA, pode amolecer se molhar.) Meu Converse surradinho vai ser a cobaia dessa técnica.


No próprio Youtube você encontra várias outras formas de dar um visual novo ao pisante, seja pitando com canetas ou pincéis ou colando papéis e tecidos.

E aí, criou coragem? Aproveite as idéias e depois me manda as fotos do antes e depois que eu posto aqui.

23 junho 2012

Temporada de feiras e eventos: 10º Semana Senac do Pachtwork.

O grande barato do artesanato p'ra mim sempre foi a idéia de descobrir e aprender novas técnicas. Talvez seja por isso que gosto tanto de conhecer e, em alguns casos, até me arriscar em projetos mais ousados.
A internet é hoje sem dúvida a principal fonte. Ironicamente, é a tecnologia a princial responsável por propagar técnicas que nossas avós já conheciam, associadas à idéias de design. Não há quem nunca viu por acaso ou procurou o passo a passo de algum produto artesanal. Diante de um mercado tão massificado, com produtos tão parecidos, percebo que as pessoas querem cada vez mais se sentirem exclusivas, seja com a alegria do artesanato interiorano ou a sofisticação do contemporâneo.

Essa semana participei de um workshop no SENAC, ministrado pela Denise Meneghello, sobre feltragem. Aprendi a fazer uma gola toda conceitual e no fim do curso a artista plástica deu uma demonstração de como produzir um chapéu e dicas para coletes.

 Fotos: Paloma Brenand




Depois da aula fomos levadas para a 10º Semana Senac do Pachtwork. Foi muito legal! Tive a oportunidade de conhecer e vi coisas lindas, cheias de capricho e desing por lá.

O evento foi muito bacana para, além de conhecer ateliês e novos produtos no mercado, havia idéias bem originais e cheias de inspiração.










Mas não sem dúvida, o Fusca da Rita Paiva chamou muuuuuita atenção. O trânsito dali não colabora muito, mas quem estava à direita pôde com o fusqueta revestido por retalhos de tecido. Tinha até quem abaixava o vidro para tirar foto.








Semana que vem tem Mega Artesanal. Vamos ver o que encontro por lá!

Veja também:

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